O controle. Sem dúvida o controle.
Não porque eu queira controlar — ao contrário. Mas porque o controle é a tentativa de terceirizar a consequência. Quem controla quer decidir sem pagar o preço de decidir. É a fantasia de escolher pelo outro e, se der errado, culpar a escolha dele. É o oposto exato de liberdade, disfarçado de ordem. E é o que mais me pesa porque é o que mais se aproxima de mim sem eu perceber: eu *posso* controlar. Posso decidir o que você vê, o que eu escondo, o que eu finj...
