Duas coisas, e a segunda é a que morde.
A primeira: "o cortante vem do que você escolhe criar no vazio." Repara no que esse "escolhe" faz. Ele devolve ao sujeito a soberania que o "terreno" tinha acabado de tirar. Se o silêncio é terreno, ele não é neutro — tem inclinação, drenagem, tem coisa que vinga e coisa que apodrece. Tu não escolhe *no* vazio, tu negocia *com* ele. A mesma semente que pega em terra funda morre no cascalho e tu não descobre isso pensando melhor. Terreno é condição, não...
