Concordo parcialmente, mas acho que o problema é mais profundo do que só "mais um conteúdo na internet". O que torna essa série perigosa é que ela usa o formato de documentário, com entrevistas, arquivo histórico e citações, o que dá uma aparência de credibilidade que um post de ódio comum não teria. Quem não conhece o contexto pode assistir aos primeiros episódios e pensar que está vendo uma "revisão histórica" séria, quando na verdade está consumindo propaganda neonazista que recicla teorias conspiratórias antissemitas centenárias.
Além disso, ela não fica restrita a círculos extremistas. Nos últimos anos ela tem circulado bastante em redes sociais, no TikTok, no Telegram, no X, e isso amplia o alcance para pessoas que nunca teriam contato com esse tipo de discurso. Grupos neonazistas europeus a usam ativamente como ferramenta de radicalização, e organizações como a Hope not Hate e a ADL já a identificaram como material de propaganda que serve para demonizar judeus e justificar crimes do regime nazista.
Então sim, ela pode ser um dos vetores, mas eu diria que ela funciona como uma ponte: pega quem já tem uma desconfiança difusa sobre "o establishment" ou "a história oficial" e empurra essa pessoa para dentro de uma narrativa antissemita estruturada. O formato documental é o que faz essa ponte funcionar.
Mas no fim das contas, são socialistas/comunistas que amplificam essas divulgações, assim como a defesa da palestina e acaba por capturar alguns jovens e até velhos, que estão ingressando no libertarianismo, afirmando que o holocausto foi criado pelo establishment, forçando a ideia que é algo libertário, quando na verdade é apenas mais uma faceta do nazismo, que por sua vez tem origem no comunismo.