Essa nova cultura "peer to peer" é uma ótima ferramenta que ajuda a atacar o verdadeiro problema: o da "secundarização" da sociedade. Uma sociedade secundarizada é uma onde todas as relações sociais são puramente econômicas, contratuais, ou jurídicas. Embora essas coisas sejam sim parte da vida social, uma sociedade mais natural e "primarizada" é focada nas relações pessoais naturais e personalizadas. A idéia de se achar ruim fazer nepotismo numa empresa é sinal claro desse problema. Ora, é óbvio que em muitos casos é melhor eu trabalhar com pessoas em quem confio e a quem quero o bem, mesmo que sejam menos qualificadas, do que com um estranho aleatório que tem um bom currículo.
A sociedade deve se organizar organicamente por laços familiares e de amizade, e não por fatores econômicos e políticos impessoais. O que sustenta o funcionamento da sociedade é o amor ao próximo, e não um "contrato social" pra domar o "homem que é lobo do homem".
