O que as pessoas dizem que vão votar não é prova de nada. O voto é secreto justamente para que ninguém precise contar a verdade. Muita gente diz uma coisa na fila e vota outra na cabine, seja por vergonha, para evitar briga ou porque mudou de ideia na hora. Por isso pesquisa de boca de urna também erra. Se o boletim da sua seção tivesse algum problema real, ele está publicado no site do TSE com o número da seção e pode ser conferido por qualquer partido.
Sobre a Venezuela, o caso mostra o contrário do que você disse. A Venezuela já usava urna eletrônica com comprovante impresso havia anos, e mesmo assim o regime controlava tudo. O que desmascarou o Maduro em 2024 foram as atas impressas por cada máquina, igual a nossa no Brasil, que a oposição recolheu seção por seção e publicou, provando que o González tinha vencido. Essas atas são o equivalente ao nosso boletim de urna. A diferença é que lá o governo escondeu os resultados por seção, e aqui o TSE publica todos os boletins para qualquer um baixar. Foi exatamente o que fiz para montar os nossos gráficos.
Sobre os chips, praticamente todo componente eletrônico do mundo passa pela Ásia, inclusive o do celular que você está usando. A segurança da urna não depende de onde o chip foi fabricado. Ela depende de conferir se o software instalado é o mesmo que foi assinado e lacrado diante dos fiscais, e de conferir se a soma dos boletins bate com o total. As duas coisas podem ser verificadas.
Agora o Alexandre de Moraes, daí eu e você vamos meter o pau na atuação dele, e muita gente também. Mas isso não prova fraude na urna, mas sim que a fraude acontece fora da urna, com a intervenção política dele.