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Vigilância e resistências entre trabalhadores especializados na China: “tenho receio de ser substituído por uma IA”
Os chamados “trabalhadores do conhecimento”, profissionais cujas atividades se baseiam em criar, compartilhar e gerir conhecimento especializado, ligados principalmente às áreas de tecnologia da informação (TICs) ou da indústria criativa, representam um volume considerável da massa laboral chinesa. Aliado ao avanço das TICs, a vigilância se sofisticou em relação ao chão de fábrica. Agora há registros de presença, controle de produtividade via aplicativos, históricos de edição em documentos compartilhados e sistemas de monitoramento baseados em algoritmos, mesmo em trabalhos remotos. Esse panorama se intensificou ainda mais no contexto da pandemia.
As professoras Weiming Ye, da Universidade de Pequim e Luming Zhao, da Universidade de Fundan, realizaram uma pesquisa qualitativa em profundidade, questionando como os trabalhadores do conhecimento chineses percebem o trabalho, como é que a vigilância está interligada com esse significado e suas respectivas formas de resistências. Os resultados foram publicados no artigo “Knowledge Workers of the Digital World, Unite! Knowledge Workers’ Workplace Surveillance and Hidden Transcripts in China”, na revista acadêmica International Journal of Communication.
Há uma “contradição estrutural” enfrentada por esses trabalhadores: ao mesmo tempo que são os agentes de um certo progresso digital, são o público que mais convive com diferentes estratégias de vigilância do seu trabalho cotidiano.
Veja mais em:
https://oplanob.com/vigilancia-e-resistencias-entre-trabalhadores-especializados-na-china-tenho-receio-de-ser-substituido-por-uma-ia/Published at
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