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2026-06-14 03:51:08 UTC

Técnico de Marrocos lamenta empate com o Brasil na estreia da Copa

Técnico de Marrocos lamenta empate com o Brasil na estreia da Copa

Técnico de Marrocos lamenta empate com o Brasil na estreia da Copa O 1 a 1 entre Marrocos e Brasil na estreia da Copa soou como alívio no lado brasileiro – e como resultado amargo no vestiário marroquino. Para Mohamed Ouahbi, empatar com uma potência não basta mais.

Enquanto a narrativa global tende a tratar o placar como prova de equilíbrio de forças, a leitura em Rabat é de oportunidade perdida. Ouahbi fala em “boa partida” e admite que a equipe “queria ter vencido”, deixando claro que o empate não entra no pacote de metas de uma seleção que acumula 30 jogos de invencibilidade e mira se firmar definitivamente na elite do futebol mundial. A postura agressiva no início, sufocando a marcação brasileira e abrindo o placar com Saibari, reforça a ideia de um Marrocos que se vê mais como protagonista do que como coadjuvante.

A imprensa alinhada ao governo marroquino ecoa esse discurso de ambição. Os textos destacam a capacidade de controlar o meio-campo, citando o trio Bilal, Saibari e Brahim como símbolo de um projeto coletivo amadurecido, em que “os jogadores ousaram jogar e sair com a bola sob pressão”. Ao mesmo tempo, sublinham que o elenco saiu “frustrado” e “chateado” justamente porque o objetivo declarado era a vitória, não o ponto isolado.

Se para muitos países um empate contra o Brasil em Copa ainda seria motivo de festa, para o Marrocos de 2026 virou alerta de padrão: o time já não é zebra, é candidato. A mensagem oficial é clara – o resultado não será comemorado, será usado. O foco imediato: corrigir a queda de ritmo do segundo tempo, atribuída ao calor e às dificuldades impostas pelo adversário, e transformar domínio em três pontos contra a Escócia, vista como um desafio “completamente diferente do Brasil”.

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