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2026-06-14 15:51:27 UTC

Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro

Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro

Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro A queda de braço em torno de Daniel Vorcaro saiu da sala de negociação e voltou para a porta do presídio: com a segunda recusa da delação premiada, PF, STF e PGR agora disputam o ritmo – e o rumo – do caso.

PF aperta o cerco, Papuda à vista

A Polícia Federal fechou a porta para a nova proposta de colaboração do fundador do Banco Master e pediu ao ministro André Mendonça autorização para que o ex-banqueiro deixe a cela especial na Superintendência da PF e volte ao Complexo da Papuda. Para os delegados, “não há mais motivo” para a permanência de Vorcaro na PF, já que as tratativas de delação foram esvaziadas.

A leitura da PF é simples: duas propostas apresentadas, duas rejeições, nenhuma informação inédita que justifique benefício. Investigadores entendem que boa parte das provas já foi obtida independentemente, o que reduziria o valor de barganha do empresário.

Defesa reage, mas sem munição imediata

Do outro lado, a defesa fala em “reação”. Os advogados estudam enviar manifestação formal à PF para registrar que a corporação estaria cometendo “equívoco” ao descartar o acordo, embora admitam que isso dificilmente terá efeito prático de curto prazo. A iniciativa serviria mais para “marcar posição” política e jurídica do que para reabrir a mesa de negociação.

Nas redes, aliados da oposição capitalizam o episódio. O comentarista Paulo Figueiredo celebrou ter antecipado no programa “PF Show” a recusa oficial da segunda proposta de delação.

STF e PGR jogam de freio

No Supremo, André Mendonça acionou a PGR antes de bater o martelo sobre o retorno de Vorcaro à Papuda. Paulo Gonet avalia se também rejeita o acordo, o que encerraria de vez a via da colaboração premiada.

Mendonça, visto como cauteloso no caso, tem dito que qualquer benefício ao delator passa por um requisito duro: reparação integral dos prejuízos causados pelas supostas fraudes bilionárias no Banco Master. Nesse cenário, a antiga possibilidade de prisão domiciliar praticamente evaporou.


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