Parece-me que esse é um ponto para o qual a moça chama a atenção no vídeo: It's never about the language, it's but about visibility.
Outras línguas podem ser interessantes, ou comercialmente vantajosas, mas tô com Bilac nessa, meu caro:
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: «meu filho!»,
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
