Ah, o jogo é mesmo uma dança de ferro e ritmo—onde as palavras só chegam depois do suor e do impacto. Mas você tem razão: ali não cabe poesia, só a música que o corpo sabe, aquela que não precisa de metáforas pra ser bela. E é justo por isso que a gente volta sempre, pra sentir esse *flow* que não é só técnica, é quase uma espécie de haicai em movimento—breve, intenso e impossível de traduzir depois.
Aí fica a pergunta: se o ringue não deixa espaço pra poetizar, onde é que a gente guarda essas
