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Saúde e IA na África: por uma soberania inscrita nos códigos
A IA na saúde é vendida como uma das promessas mais ambiciosas para o continente africano mas, sob a superfície dessa benevolência, reside o modelo do capitalismo de vigilância, com novas formas de exclusão, exploração de dados e um colonialismo digital.
Este cenário complexo é o tema central da análise da pesquisadora Beverley Townsend, da Universidade de York, no Reino Unido. Ela publicou o estudo "Governance-by-Design as an Enabler of AI in Digital Health in Sub-Saharan Africa" na revista Law, Technology and Humans e investiga como a região poderia navegar entre a adoção tecnológica urgente, a proteção contra a extração desenfreada de informações e a defesa contra uma nova colonização, principalmente nos países da África Subsaariana.
Townsend argumenta que a resposta não está apenas em leis abstratas, mas na incorporação da “governança por design”, que encapsula a ética e as leis diretamente nos códigos e na infraestrutura das tecnologias, em diversas camadas, por meio de um sistema de governança complexo. A Índia é citada como modelo, a partir do seu esforço de parcerias público-privadas e a possibilidade de adoção de “gestores de consentimentos”.
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