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2026-09-10 00:54:26 UTC

🔥 𝕷𝖔́𝖉𝖚𝖗𝖗 ☠️ on Nostr: # A luz não é o bem, e a escuridão não é o mal. Não existe bem absoluto na luz ...

# A luz não é o bem, e a escuridão não é o mal.

Não existe bem absoluto na luz nem o mal absoluto nas sombras.

A escuridão nada tem a ver com o Diabo nem com o mal que assola o mundo.

A escuridão simplesmente significa aquilo que está oculto, significa mesmo o próprio Oculto, o Mistério, aquilo que é “proibido”, que é secreto, escondido como um tesouro.

Portanto, a autoiniciação (metafísica e psicomental) das trevas é a mais importante, pois o Mistério das sombras é o mais secreto e o mais sagrado.

Nas sombras, o indivíduo se recolhe para desvendar tudo o que está oculto, para acessar conhecimentos “proibidos” e profundos.

Nesse sentido, luz significa consciência e trevas, subconsciência, o repositório de todo conhecimento oculto, esquecido e abandonado pela luz, ou seja, pela consciência ordinária, de vigília, pela personalidade que se manifesta na vida do dia a dia.

Por meio da introspecção nas sombras interiores, o indivíduo pode então confrontar os elementos mais profundos, “perigosos” e “proibidos” de sua subconsciência (trevas) e trazê-los para a consciência, ou mente consciente (luz), assimilando os conhecimentos mais secretos de seu Daemon (Eu Superior, Logos).

A luz verdadeira, portanto, é a consciência desenvolvida e expandida após essa imersão nas trevas, é o conhecimento assimilado e consciente, percebido sobre o fundo negro no qual essa luz brilha e pode ser vista.

Pelo que precede, a luz sem as trevas jamais poderia ser percebida.

Sem o contraste entre luz e escuridão, nada poderia ser visto (ou seja, nada poderia se manifestar).

Para que a luz possa se manifestar e iluminar, a escuridão é necessária.

Em sentido filosófico e metafísico, luz e trevas, dia e noite, são manifestação e não manifestação, consciência e subconsciência inteligência e imaginação, razão e emoção.

Em termos de individualidade humana, luz é atividade, intelecto, mente; e trevas é repouso, reflexão intuitiva, introversão, imaginação e instintos (quase sempre, elementos negados, rejeitados e menosprezados por imposição dos dogmas e dos preconceitos sociorreligiosos).

Para ilustrar essa questão com alguns exemplos: no ser humano, a escuridão é o subconsciente repleto de forças primais que trazem experiências interiores e sabedoria; é o útero psicomental do qual nasce a consciência superior; os seres vivos nascem da escuridão do útero de sua mãe e, quando “morrem”, voltam para as trevas da terra; os minerais e pedras preciosas se formam na escuridão do solo; as plantas brotam também do interior escuro da terra; o universo nasce da escuridão do caos; e as estrelas surgem na matéria escura do espaço e a incrustam com seu brilho visível, pois, sem a escuridão, elas não poderiam brilhar; e o dia e a noite intercalam-se na manifestação do tempo em no mundo, do mesmo modo que a vigília e o sono na vida humana e na de outros seres.

Portanto, novamente, as trevas não são o mal (como o conhecemos) e a luz não é o bem.

Tal dicotomia não existe, pois a luz e as trevas são gradações que manifestam em toda a existência.

Aquele que nega e menospreza a escuridão está negando a própria luz que jaz nas profundezas de si mesmo, na caverna escura, que é o abrigo protetor do tesouro, da joia brilhante que é o autoconhecimento, que é a luz da sabedoria, a consciência do Eu Superior