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  <title>Nostr notes by Ecologia Digital</title>
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    <name>Ecologia Digital</name>
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      <title type="html">***Há uma crise silenciosa acontecendo com a memória cultural ...</title>
    
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      &lt;br/&gt;***Há uma crise silenciosa acontecendo com a memória cultural digital. Ela não aparece nos noticiários. Não gera manifestações. Mas seus efeitos são irreversíveis.***&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Segundo o Pew Research Center, 38% das páginas web que existiam em 2013 já não são mais acessíveis uma década depois. Não estamos falando de sites pessoais abandonados. Estamos falando de registros históricos, produções artísticas, documentos culturais — memória coletiva que simplesmente evaporou.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O caso mais emblemático para nós é o ***Orkut*** — em 2007, 79% dos usuários de redes sociais no Brasil estavam lá — e seu desaparecimento ainda reverbera um silêncio perturbador. Nos EUA também acontece: recentemente o ***Myspace*** deletou uma estimativa de 53 milhões de arquivos de música de seus servidores, o que significam décadas de produção musical independente perdidas numa decisão corporativa. Não foram acidentes. Foi a lógica do sistema funcionando exatamente como foi projetada: &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&amp;gt; “quando a informação perde seu valor monetário percebido, os players comerciais não têm incentivo para mantê-la acessível.”“&amp;lt;a href=&amp;#34;&lt;a href=&#34;https://blog.archive.org/2022/12/01/internet-archive-releases-report-on-securing-digital-rights-for-libraries/&amp;#34;&amp;gt;Securing&#34;&gt;https://blog.archive.org/2022/12/01/internet-archive-releases-report-on-securing-digital-rights-for-libraries/&amp;#34;&amp;gt;Securing&lt;/a&gt; Digital Rights for Libraries: Towards an Affirmative Policy Agenda for a Better Internet&amp;lt;/a&amp;gt; (2022)”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Este post** é inspirado no artigo “[***Acervos digitais de cultura: hóspedes indesejados nas mídias sociais, donos da casa no Fediverso***](&lt;a href=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/05/acervosdigitaisdecultura_ultversao.pdf&#34;&gt;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/05/acervosdigitaisdecultura_ultversao.pdf&lt;/a&gt; )“, apresentado no **XV Seminário Internacional de Políticas Culturais**.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;[](&lt;a href=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/05/acervosdigitaisdecultura_ultversao.pdf&#34;&gt;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/05/acervosdigitaisdecultura_ultversao.pdf&lt;/a&gt; )Começamos agora a [experimentar](&lt;a href=&#34;https://josemurilo.com/2026/05/30/fediverso-ou-web-social/&#34;&gt;https://josemurilo.com/2026/05/30/fediverso-ou-web-social/&lt;/a&gt; ) o uso do termo **Web Social**.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A [***Declaração para Proteção de Instituições de Memória***](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/declaracao-de-aruba-quer-protecao-aos-direitos-digitais-de-instituicoes-de-memoria/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/declaracao-de-aruba-quer-protecao-aos-direitos-digitais-de-instituicoes-de-memoria/&lt;/a&gt; ) documenta esses riscos com evidências. E o próprio ***Internet Archive*** — a maior iniciativa de preservação digital da web — está hoje ameaçado por batalhas judiciais relacionadas aos seus esforços de preservação. Plataformas comerciais nunca foram, e nunca serão, guardiãs confiáveis da memória cultural.##### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Hóspedes numa casa que não é nossa**Diante da necessidade de alcançar públicos, museus, arquivos e bibliotecas (também universidades) migraram em massa para as grandes plataformas. A lógica era compreensível — ir onde o público está. Mas essa decisão teve um custo que raramente discutimos com a franqueza que merece.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nas mídias sociais comerciais, as regras da casa mudam sem aviso. Algoritmos são alterados da noite para o dia. Contas são moderadas ou encerradas arbitrariamente. Políticas de uso são reescritas unilateralmente. Uma instituição que construiu durante anos uma audiência de centenas de milhares de seguidores pode ver seu alcance despencar — ou sua conta simplesmente desaparecer — sem qualquer recurso real.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Somos hóspedes. E, muitas vezes, hóspedes indesejados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Há ainda uma ironia perturbadora nesse cenário: se empresas de inteligência artificial podem invocar o ***fair use*** para “raspar” o conteúdo da internet e treinar seus modelos comerciais, certamente instituições de memória merecem garantias equivalentes para preservar o patrimônio cultural digital e cumprir sua missão de interesse público. O desequilíbrio é evidente — e revela que as regras do jogo foram escritas para outros jogadores.##### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Soberania digital não é luxo — é missão**O conceito de ***soberania digital*** pode soar técnico. Mas para instituições culturais ele tem um significado muito concreto: controle sobre os dados do acervo, autonomia sobre as regras de acesso, e garantia de continuidade independente de decisões corporativas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando um museu publica seu acervo exclusivamente no ***Instagram***, quem é o dono daquele conteúdo? Quando uma biblioteca constrói sua comunidade apenas no ***Facebook***, o que acontece com aquela rede se a plataforma mudar suas políticas — ou simplesmente deixar de existir?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A **Declaração de Aruba** é direta: o direito de coletar e preservar conteúdos de acesso aberto na internet é crucial para que museus, arquivos e bibliotecas (e também universidades) sigam cumprindo suas funções de interesse público em relação à memória digital. Não é uma preferência tecnológica. É um princípio fundamental.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Em 2015**, ao reagir à censura do **Facebook** a uma imagem da Brasiliana Fotográfica, o Ministro da Cultura **Juca Ferreira** afirmou que a plataforma afrontava a soberania e a legislação brasileiras. [O episódio](&lt;a href=&#34;https://josemurilo.com/2023/07/28/o-contexto-para-a-proposta-de-politica-para-acervos-digitais-no-minc-de-juca-ferreira-em-2015/&#34;&gt;https://josemurilo.com/2023/07/28/o-contexto-para-a-proposta-de-politica-para-acervos-digitais-no-minc-de-juca-ferreira-em-2015/&lt;/a&gt; ) tornou-se o **Marco Zero da Soberania Digital nos acervos culturais** no Brasil.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;[](&lt;a href=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/05/acervosdigitaisdecultura_ultversao.pdf&#34;&gt;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/05/acervosdigitaisdecultura_ultversao.pdf&lt;/a&gt; )*Foto: Wilson Dias – Ag. Brasil*&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A soberania digital de instituições culturais opera em três dimensões que se reforçam mutuamente.&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Preservação&amp;lt;/strong&amp;gt; — quem garante que o conteúdo existirá amanhã? &amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Acesso&amp;lt;/strong&amp;gt; — quem controla quem pode ver o quê, e em quais condições?&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Identidade institucional&amp;lt;/strong&amp;gt; — quem define a narrativa sobre o patrimônio?&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sem soberania nessas três dimensões, não há preservação real da memória cultural. Há apenas uma ilusão de presença digital, e grave prejuízo para as políticas digitais de cultura.##### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Na Web Social, somos donos da casa**O cenário atual no universo das redes sociais, somado ao momento propício, nos levou a imaginar que uma **política pública** para o campo poderia causar um efeito demonstrativo relevante. Por isso o Ibram entende que é oportuno a realização de um experimento com redes sociais federadas, e museus — instituições de memória.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A **Web Social** — uma constelação de redes descentralizadas como Mastodon, Pixelfed e PeerTube, baseadas no protocolo aberto **ActivityPub** — oferece exatamente o que as plataformas comerciais nunca oferecerão: a possibilidade de cada instituição operar seu próprio servidor, com suas próprias regras, seus próprios dados e sua própria identidade. E ainda assim se comunicar com toda a rede.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ainda que cada instância da Web Social tenha sua própria gestão, identidade e regras, todas podem interagir entre si, formando um ecossistema diverso, interconectado e cooperativo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nas mídias sociais comerciais, a plataforma é a dona. Na **Web Social**, a instituição é a dona da casa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para museus, arquivos e bibliotecas, isso se traduz em algo concreto: controle total sobre os metadados e conteúdos do acervo; interoperabilidade com outras instituições e com o público; independência de algoritmos opacos; e alinhamento com princípios de acesso aberto e bem público.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com a existência do **protocolo público** e a possibilidade da gestão das bases de dados pelas próprias instituições, podemos começar a lidar com a memória digital de maneira institucional. Este desenvolvimento abre considerável campo de atuação para os profissionais da ciência da informação, museólogos, arquivistas e bibliotecários, e potencializa a inovação nas interfaces digitais das instituições de memória.##### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Museus como protagonistas — não como retardatários**Há uma visão que merece ser levada a sério: instituições culturais não deveriam chegar à Web Social como retardatárias, seguindo uma tendência tecnológica. Elas deveriam chegar como **protagonistas**.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A visão de prioridades de “Meu Sonho para o Fediverso”, de **[Elena Rossini](&lt;a href=&#34;https://mastodon.social/@_elena&#34;&gt;https://mastodon.social/@_elena&lt;/a&gt; )** (“***[I have a dream](&lt;a href=&#34;https://watch.2mr.social/w/k3ngQ8Xr3ANRXe6D8YGP4Y&#34;&gt;https://watch.2mr.social/w/k3ngQ8Xr3ANRXe6D8YGP4Y&lt;/a&gt; )***” uma visão da Web Social Aberta daqui há 5 anos), aponta exatamente isso: museus, arquivos e bibliotecas têm papel central na popularização da Web Social — não como seguidoras de tendências, mas como âncoras de confiança e referência para o público.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por quê? Porque possuem credibilidade e legitimidade pública consolidadas ao longo de décadas. Porque têm **missão explícita de preservação e acesso** ao patrimônio — e a **Web Social** é um meio natural para cumpri-la. Porque podem atrair comunidades ao redor de conteúdo cultural de qualidade. E porque podem criar redes federadas entre si — museus, arquivos e bibliotecas (também universidades) conectados por protocolos abertos, compartilhando acervos e audiências.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Ibram entende que os museus brasileiros têm uma contribuição a dar na reflexão sobre o futuro do ambiente digital, e esta iniciativa com redes sociais descentralizadas sinaliza um caminho que propomos explorar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando um museu de referência chega ao Fediverso, ele não apenas resolve seu próprio problema de soberania digital. Ele legitima o espaço, atrai seu público, e demonstra que é possível ter presença digital de qualidade fora das grandes plataformas. O primeiro experimento que fizemos foi a publicação direta dos posts do **blog da Brasiliana** no ambiente das redes sociais descentralizadas, e o resultado em termos de aumento na visitação foi surpreendente. [Apenas imagine o papel que a rede de **universidades públicas brasileiras** pode desempenhar neste ambiente.]&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esse efeito de demonstração é poderoso. E é exatamente o tipo de liderança que a Web Social precisa para crescer além dos círculos tecnológicos.##### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Da reflexão à ação**A democracia, e toda a humanidade, perdem quando interesses movidos exclusivamente pelo lucro superam as considerações de **interesse público** sobre o acesso à informação, ao conhecimento e à cultura. Essa não é uma afirmação retórica. É uma descrição do que está acontecendo agora, em tempo real, com a memória cultural digital.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na perspectiva da **política pública**, o estabelecimento de um ambiente social de difusão de informações na web que seja independente de plataformas centralizadas é crucial para o funcionamento sustentável das redes de informações e conhecimento de interesse público.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Existem passos concretos que qualquer instituição cultural pode dar hoje. Auditar a dependência atual de plataformas comerciais — mapear onde estão os conteúdos, e o que aconteceria se cada plataforma desaparecesse amanhã. Experimentar a **Web Social** — criar uma instância, publicar acervos, conectar-se com outras instituições. E articular — apoiar iniciativas como a [**Declaração de Aruba**](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/declaracao-de-aruba-quer-protecao-aos-direitos-digitais-de-instituicoes-de-memoria/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/declaracao-de-aruba-quer-protecao-aos-direitos-digitais-de-instituicoes-de-memoria/&lt;/a&gt; ), participar de redes como a [**Alquimídia**](&lt;a href=&#34;https://alquimidia.org/&#34;&gt;https://alquimidia.org/&lt;/a&gt; ), a [**WebSocialBR**](&lt;a href=&#34;https://websocial.org.br/forum01/&#34;&gt;https://websocial.org.br/forum01/&lt;/a&gt; ) e a [**Organica.social**](&lt;a href=&#34;https://organica.social/explore&#34;&gt;https://organica.social/explore&lt;/a&gt; ), conectar-se com quem já está nesse caminho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Trata-se de um início, um experimento singelo mas que pode carregar grande significado. Torcemos para que seja o início de um movimento transformador na maneira como nós, como pessoas e como instituições, nos conectamos online, e que venha a proporcionar um aperfeiçoamento em nossa relação fundamental com o digital e com a web.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A **Web Social** precisa de** instituições culturais**. E as instituições culturais precisam da Web Social.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Acervos digitais de cultura** merecem uma casa própria. E a **Web Social** é essa casa.&lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2023/11/exMinistroJucaFerreira_Fotode_WilsonDias_AgBrasil-1024x735.jpg&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/06/AcervosDigitaisDeCultura_peq.png&#34;&gt; &lt;br/&gt;
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      <title type="html">A equipe **Tainacan no Ibram-Museus** está com **vaga aberta ...</title>
    
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      &lt;br/&gt;A equipe **Tainacan no Ibram-Museus** está com **vaga aberta para contratação imediata** de **Webdesigner**.##### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Requisitos&amp;lt;li&amp;gt;Buscamos profissional com experiência em:&lt;br/&gt;&amp;lt;ul&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;criação e desenvolvimento de projetos para &amp;lt;strong&amp;gt;websites responsivos&amp;lt;/strong&amp;gt;;&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;produção e implementação de interfaces para web.&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;2 anos de experiência mínima em organizações públicas ou privadas.&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;/ul&amp;gt;&amp;lt;/li&amp;gt;**Experiência com implementação em WordPress será considerada um diferencial**.##### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Informações sobre a vaga&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Modalidade:&amp;lt;/strong&amp;gt; presencial&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Carga horária:&amp;lt;/strong&amp;gt; 8 horas diárias&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Local de trabalho:&amp;lt;/strong&amp;gt; Brasília, na sede do &amp;lt;strong&amp;gt;Ibram-Museus&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Remuneração:&amp;lt;/strong&amp;gt; &amp;lt;strong&amp;gt;R$ 4.364,92&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/li&amp;gt;&amp;lt;li&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Benefícios:&amp;lt;/strong&amp;gt; vale &#43; plano odontológico&amp;lt;/li&amp;gt;**Interessad@s** devem enviar currículo e portfolio com o assunto **“Webdesigner – Tainacan”** para o e-mail: [cainf@museus.gov.br](mailto:cainf@museus.gov.br )&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vale complementar dizendo que a vaga para WebDesigner a ser ocupada irá recompor a equipe do núcleo “LabDev – Desenvolvimento e Suporte ao Tainacan”, sediado na “Coordenação-Geral de Sistemas da Informação Museal – CGSIM” do Instituto Brasileiro do Museus – Ibram.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&amp;gt; “O LabDev, núcleo de suporte e desenvolvimento recém estabelecido na CGSIM (Coordenação-Geral de Sistemas de Informação Museal), é composto por jovens profissionais da Ciência da Informação — Museologia, Biblioteconomia, Arquivologia — que tiveram participação nas equipes de desenvolvimento do Tainacan nos últimos anos. Essa turma segue crescendo, e se capacitando no desenvolvimento de novas funcionalidades para a aplicação a partir de sua experiência no auxílio às equipes nos museus. É perceptível o entusiasmo com o trabalho realizado na iniciativa, e a sensação de que o ambiente digital apresenta quase que uma nova carreira para os especialistas em instituições de memória.”&lt;br/&gt;&amp;gt; [&amp;gt; Brasiliana Museus é lançada, já em processo de expansão](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/brasiliana-museus-e-lancada-ja-em-processo-de-expansao/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/brasiliana-museus-e-lancada-ja-em-processo-de-expansao/&lt;/a&gt; )&amp;gt;  – 21/09/2023&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A CGSIM auxilia na implementação de projetos de digitalização de acervos com a utilização do [Tainacan](&lt;a href=&#34;https://tainacan.org/&#34;&gt;https://tainacan.org/&lt;/a&gt; ), um software livre, flexível e poderoso para criação de repositórios de acervos digitais em ***WordPress***. Trata-se de um projeto de política cultural que envolve parceria do Ibram-Museus com a universidade pública. A experiência na implementação de projetos com o uso do Tainacan contará pontos para @ candidat@ a esta vaga.&lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2026/03/contratacao_ibram-1024x1024.png&#34;&gt; &lt;br/&gt;
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    <updated>2026-03-25T12:48:57Z</updated>
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      <title type="html">#### Contextualização do blogueiro (update: ...</title>
    
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      #### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Contextualização do blogueiro (update: 24/04/2026)*Fac-símile de post do blog “Ecodigital” no blogspot, com o título “[Rushkoff: Programe, ou seja programado](&lt;a href=&#34;https://web.archive.org/web/20120206122249/http://ecodigital.blogspot.com/2010/07/rushkoff-programe-ou-seja-programado.html&#34;&gt;https://web.archive.org/web/20120206122249/http://ecodigital.blogspot.com/2010/07/rushkoff-programe-ou-seja-programado.html&lt;/a&gt; )“, em 20/06/2010. O vídeo embutido continha trecho da conferência de Rushkoff com a menção citada no post publicado no serviço DotSub, que na época nos permitia criar legendas em línguas diversas de forma colaborativa.***O post original no blogspot **(acima) destacava que estávamos na semana da 11ª edição do **Fórum Internacional de Software Livre** em Porto Alegre. Vivíamos no Brasil, talvez, o momento de maior otimismo em relação à internet como possibilidade de democratização. O **MinC de Juca Ferreira **promovia a realização do **Forum da Cultura Digital Brasileira** na rede social **CulturaDigital.br**, onde além dos debates públicos nos eixos para a construção de políticas públicas para o campo, se construia de forma aberta e colaborativa o texto inicial do que viria a se tornar o **Marco Civil da Internet**. Na edição anterior, no FISL10 em 2009, momento de lançamento do CulturaDigital.br, o presidente Lula havia utilizado uma analogia culinária para declarar que o seu governo havia feito a opção pelo software livre:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&amp;gt; Eu lembro da primeira reunião que nós tivemos na Granja do Torto, em que eu não entendia absolutamente nada da linguagem que esse pessoal discutia, sabe? E houve uma tensão imensa entre aqueles que defendiam a adoção do Brasil do software livre e aqueles que achavam que nós deveríamos fazer a mesmice de sempre, né? Ficar do mesmo jeito, sabe, comprando e pagando a inteligência dos outros. E graças a Deus prevaleceu no nosso país a questão e a decisão do software livre. Porque nós tínhamos que escolher: ou nós íamos para a cozinha preparar o prato que nós queríamos comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro na comida, ou nós iríamos comer aquilo que a Microsoft queria vender para a gente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&#34;https://www.youtube.com/watch?v=JM0Bt3YWkZQ&#34;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=JM0Bt3YWkZQ&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entretanto, neste mesmo ano de 2010 já estavam sendo estabelecidas as bases para a tomada de assalto da rede aberta pelos monopólios da tecnologia. Porque não seguimos pelo caminho que havíamos formulado, e para onde estávamos apontando? O protagonismo do movimento “Cultura Digital” brasileiro, a meu ver, tinha como fundamento a compreensão de que a cultura era a chave adequada para o entendimento da potência política do ambiente digital, e não à toa o MinC de Gil e Juca despontava internacionalmente. Como retomar este movimento?### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Programe ou seja Programado!!*Para refletir sobre o viés cultural do ambiente digital, trago a apresentação de Douglas Rushkoff no evento SXSW, em Austin, Texas (EUA), em março de 2010, onde o ativista revela, com brilhantes referências culturais, o código oculto que governa a nossa era digital. Rushkoff estimula a audiência a procurar entender as influências disfarçadas que formatam o ambiente tecnológico que nos cerca, de forma a tornar cidadãos em participantes ativos, e não somente usuários passivos. Apesar de realizada há 15 anos atrás, a conferência se mostra extremamente atual para compreendermos o que está em jogo nestes tempos onde “Inteligência Artificial” domina o debate no ambiente digital.*&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&#34;https://www.youtube.com/watch?v=imV3pPIUy1k&#34;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=imV3pPIUy1k&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“**Quando olho para o mundo**, quando olho para a economia, ou para a religião, ou para o governo, ou para as corporações, sou tomado pela sensação avassaladora de que estamos tentando operar nossa sociedade com código obsoleto, com software — e não me refiro apenas ao software de nossos computadores, mas também ao nosso software social — com softwares que são basicamente sistemas legados de legados que nem sequer lembramos mais, e que são completamente inadequados para o que queremos realizar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Se não conseguirmos entender esses programas, os programas em nossos computadores, neste ambiente digital em que passamos grande parte do nosso tempo, então não temos a menor chance de sequer reconhecer que existem aqueles outros programas [o software social]. Esses programas são construídos sobre o software antigo. Este método favorece que o software antigo siga funcionando. Estes softwares são implementados na economia. São implementados no sistema bancário central. São implementados sobre nossas estruturas governamentais atuais. E se não conseguirmos entender esses programas, nunca enxergaremos como todo este arranjo de fato funciona.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu busquei descobrir o quanto disso tudo é viés desse ambiente digital — em outras palavras, o fato de estarmos em um meio binário, um meio discreto de mais ou menos, no qual você sempre tem que fazer uma escolha binária — em comparação com uma realidade analógica que tem muitas cores e coisas diferentes. Quanto disso é viés do meio digital e o quanto é viés das pessoas que programaram esse meio para nós, que programaram nossa tecnologia para nós? E como podemos saber qual é qual? ​​Como podemos diferenciá-los? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Acredito que não saberemos até entendermos como nossas tecnologias funcionam e como elas atuam sobre nós. Acredito que, se você não é um programador, você é um dos programados. É simples assim. Você deixa de ser um ator passivo, quase um ouvinte do jogo — nem isso, apenas uma pessoa que está no jogo, que nem conhece as regras, não sabe o que pode ser burlado e o que não pode — para se tornar alguém que pode hackear o programa, que pode ser um criador, um escritor, para se tornar um PROGRAMADOR.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Essas são as etapas pelas quais nossa civilização passou em sucessivas fases da mídia. Passamos de pessoas que simplesmente viviam em um mundo com regras que nem sequer conhecíamos. “Talvez chova, talvez não. Talvez se eu sacrificar meu filho a Molok, eu consiga uma boa colheita este ano, talvez não”. Pessoas simplesmente tentando encontrar alguma previsibilidade aleatoriamente. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E então, temos o TEXTO, certo? Temos o alfabeto de 22 letras. Agora, em vez de depender de sacerdotes para ler tudo para nós em hieróglifos, agora podemos criar nossas próprias palavras. Depois, temos a IMPRENSA, que em teoria nos permite, em vez de depender de alguns escribas, que qualquer pessoa possa escrever. E então temos o COMPUTADOR, que, é claro, agora permite que qualquer um programe a realidade. Mas não foi isso que realmente aconteceu. Temos o texto. Temos um alfabeto de 22 letras. E que tipo de sociedade resultou disso? Um grupo de israelitas que vai à praça da cidade e ouve o rabino ler a Torá para eles.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;*Douglas Rushoff no SXSW 2010, autor de best-sellers e visionário da tecnologia,&lt;br/&gt;oferece suas ideias e perspectivas sobre um possível papel da humanidade em um futuro promissor.*Então, desenvolvemos a capacidade de ler e/ou a tecnologia da leitura. E que capacidade adquirimos? A capacidade da geração anterior. Adquirimos a imprensa. Todos se tornam escritores? Não. Conquistamos uma civilização de leitores e uma elite de escritores. E agora que temos o computador, desenvolvemos uma nação de programadores? Não! Temos uma nação de blogueiros [“influencers”], né? Agora temos a grande capacidade de escrever [publicar online], mas não sabemos programar. Escrevemos na caixa de texto que o Google nos dá. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Meu problema é que, a cada etapa, quando adquirimos um novo meio de comunicação, a civilização parece estar um estágio atrás, uma geração, uma iteração atrás do meio que está usando. Uma elite, talvez uma nova elite, aprende a realmente usar a ferramenta. E esta é maior. A programação é ainda maior, eu diria, do que a imprensa. É tão grande quanto o texto. O texto nos deu o judaísmo. A imprensa nos deu o protestantismo. O que esta nova tecnologia nos dá?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Acho importante, talvez menos para as pessoas nesta sala do que para as pessoas que não estão nesta sala ou que nem sabem da existência desta sala, ser capaz de lidar com os vieses do ambiente digital, saber que existem vieses, ser capaz de fazer escolhas conscientes sobre o que usam e o que não usam. Então, acho que é nossa responsabilidade falar sobre isso de uma forma que as pessoas entendam. As coisas que podemos entender intuitivamente, como: “Ah, a Apple vai criar uma nova estrutura de arquivos onde não haverá mais arquivos e tudo fará parte de um grande banco de dados.” Bem, todos nesta sala saberiam: “Meu Deus, se todos os seus arquivos estiverem em algo que não tem mais arquivos, agora você ficará preso a esse software e tudo mais, certo? Porque você não poderá tirar seus arquivos da máquina.” Mas outras pessoas não pensam dessa forma porque não entendem a tecnologia como algo que possui vieses.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É um momento incrível em que podemos começar a programar o dinheiro, programar a sociedade, certo? Mas para isso, precisamos entender tanto os programas que usamos quanto os meios, os códigos com os quais trabalhamos, os símbolos e como nos relacionamos com eles. Se não criarmos uma sociedade que ao menos saiba que existe algo chamado programação, acabaremos sendo não os programadores, mas os usuários e, pior, os usados.”&lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/Screenshot-2026-04-24-at-07.57.18-1024x771.png&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/Ecodigital_Programe_ou_seja_programado_Rushkoff-1024x861.jpg&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/image-1-1024x576.png&#34;&gt; &lt;br/&gt;
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    <updated>2025-12-24T12:01:31Z</updated>
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      &lt;br/&gt;Apresentamos abaixo, os slides e o texto da apresentação de José Murilo, representando o Ibram-Museus, no 1º WebSocialBR, em Brasília, 03/12/2025.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É uma satisfação participar deste evento, quero agradecer a todas as pessoas envolvidas nesta realização. Será uma oportunidade para apresentar as reflexões e os experimentos que o Ibram-Museus realiza no tema das redes sociais descentralizadas. Queremos também escutar todas as iniciativas aqui apresentadas, e nos colocar a disposição para o diálogo efetivo em torno de ideias, estratégias, e aplicações em prol do desenvolvimento deste ambiente das redes sociais descentralizadas no âmbito da política pública.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Após a efetivação da compra do Twitter pelo Elon Musk, em 2023 culminou entre especialistas e políticos, no Brasil e no exterior, a percepção de que os serviços gratuitos prestados pelas redes sociais das BigTechs — contaminado com esquemas agressivos de vigilância para oferta de anúncios customizados — estariam prejudicando a saúde e o bem estar dos cidadãos usuários, especialmente os jovens. O problema da desinformação, por seu lado, estaria criando ameaças aos regimes democráticos. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Este cenário indesejável no ambiente das redes sociais, somado à predileção especial do brasileiro por este modo de comunicação online, nos levaram a imaginar que uma política pública para o campo, em um país com a escala do Brasil e aproveitando de um momento propício, poderia causar um efeito demonstrativo relevante. Por isso o Ibram entende que é oportuno a realização de um experimento com redes sociais federadas, e museus — [instituições de memória](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/sobre-a-importancia-de-uma-politica-para-memoria-digital/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/sobre-a-importancia-de-uma-politica-para-memoria-digital/&lt;/a&gt; ).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Ibram desde 2016 realiza importante parceria com a universidade pública no desenvolvimento do [Projeto Tainacan](&lt;a href=&#34;https://tainacan.org/&#34;&gt;https://tainacan.org/&lt;/a&gt; ). Trata-se de uma aplicação de repositório digital em software livre, especializado na publicação online de acervos digitais, que o Ibram apresenta como parte integrante do Programa Acervo em Rede – uma política pública baseada em software livre. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E aqui tenho que abrir um parêntese: a área de TI de uma instituição pública que desenvolve e oferece uma aplicação em software livre para o seu público, é absolutamente, completamente diferente de uma área de TI que cuida exclusivamente de contratos. Trata-se de uma outra vida. Fecha parêntese.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na gestão iniciada em 2023, e especialmente com a reestruturação administrativa do Ibram, conseguimos expandir a escala dos serviços digitais oferecidos pelo Ibram para o campo museal. Para que isso se concretizasse, foi necessário acelerar a construção de capacidade no instituto em operar políticas públicas de Cultura Digital de maneira autônoma e para tal, foi crucial a cooperação com departamentos de Ciência da Informação na universidade pública. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Outro parêntese: a vinda do Prof. Dalton Martins, da UnB para o Ibram, para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas de Informação Museal (CGSIM), foi um grande diferencial. Trazendo a expertise da Ciência da Informação, Dalton protagonizou no Ibram a reunião da área de Tecnologia da Informação com a área de Sistemas de Informações Museais. Importante dizer também que Dalton coordena o Projeto Tainacan desde sua concepção, em 2015. Fecha parêntese.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O [desenho institucional](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/brasiliana-museus-e-lancada-ja-em-processo-de-expansao/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/brasiliana-museus-e-lancada-ja-em-processo-de-expansao/&lt;/a&gt; ) proposto para essa cooperação Ibram-Universidade favoreceu o envolvimento de jovens museólogos, arquivistas e bibliotecários na formulação e implementação de aplicações, e na ativação de redes para o campo museal. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nestes 10 anos de desenvolvimento, uma medida do desempenho do Tainacan e de sua comunidade no campo da memória digital é o fato do software já ter versões em 12 línguas, contar com mais de 2 mil instâncias ativas e mais de 40 mil downloads.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para inaugurar a iniciativa dos Museus brasileiros no Fediverso, em Jan/2024 nós ativamos o plugin ActivityPub no site WordPress da Brasiliana Museus, e publicamos[ o primeiro post](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/fediverso-um-experimento-com-redes-sociais-descentralizadas-e-museus/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/fediverso-um-experimento-com-redes-sociais-descentralizadas-e-museus/&lt;/a&gt; ) de um domínio gov.br na websocial, ou seja, no Fediverso. Comentários a este post, originados no Fediverso, foram registrados também na seção de comentários do post no blog da Brasiliana, demonstrando a possibilidade de integração de websites institucionais com o Fediverso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É importante mencionar que a [Brasiliana Museus](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/&lt;/a&gt; ) é um serviço de agregação de coleções museológicas desenvolvido a partir do Tainacan, que se tornou base para o desenvolvimento de novas aplicações, como veremos adiante.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tratou-se de um início, uma experimento singelo, mas nós consideramos que a iniciativa teve grande significado. Nossa esperança era que fosse o início de um processo transformador na maneira como nós, como pessoas e como instituições, nos conectamos online, e que pudesse proporcionar um aperfeiçoamento em nossa relação fundamental com o digital e com a web.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aspectos técnicos: O Projeto Tainacan é desenvolvido no formato de [plugin para WordPress](&lt;a href=&#34;https://br.wordpress.org/plugins/tainacan/&#34;&gt;https://br.wordpress.org/plugins/tainacan/&lt;/a&gt; ), da mesma forma que o [plugin ActivityPub](&lt;a href=&#34;https://wordpress.org/plugins/activitypub/&#34;&gt;https://wordpress.org/plugins/activitypub/&lt;/a&gt; ), que conecta o WordPress ao Fediverso. O WordPress, por sua vez, é utilizado em 43,4% de todos os sites na internet, sendo a plataforma de gerenciamento de conteúdo mais popular do mundo. O ecossistema se expande na medida em que a comunidade aumenta a biblioteca de plugin disponíveis.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não por acaso, recentemente o especialista [Dave Winer](&lt;a href=&#34;https://profiles.wordpress.org/davewiner/&#34;&gt;https://profiles.wordpress.org/davewiner/&lt;/a&gt; ), criador do formato RSS (formato XML para difusão aberta de conteúdos web), declarou que enxerga o [WordPress como o “sistema operacional”](&lt;a href=&#34;https://wptavern.com/podcast/186-dave-winer-on-decentralisation-wordpress-and-open-publishing&#34;&gt;https://wptavern.com/podcast/186-dave-winer-on-decentralisation-wordpress-and-open-publishing&lt;/a&gt; ) ideal para a web social aberta.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Logo que experimentamos o plugin ActivityPub do WordPress, percebemos como imediatamente podíamos escolher, na interface do plugin (imagem no slide acima), o tipo do post Tainacan que poderíamos selecionar para postagem no Fediverso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ou seja, o Tainacan, como num passe de mágica, passou a ter canal direto para difusão segmentada de conteúdos do patrimônio cultural para usuários assinantes. Naquele momento, nós da equipe Tainacan no Ibram ficamos impactados com o que passamos a poder imaginar em termos de novas aplicações do Tainacan para redes sociais descentralizadas.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A partir daí, definimos como objetivo da iniciativa prover museus e demais instituições de memória com uma ferramenta que facilite a exploração das redes sociais descentralizadas como ambiente de difusão de seus acervos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A partir de outros experimentos de museus no Fediverso, como é o caso do Museu do Aeroporto de San Francisco ([SFOMuseum](&lt;a href=&#34;https://www.sfomuseum.org/&#34;&gt;https://www.sfomuseum.org/&lt;/a&gt; ) – [Iniciativas em ActivityPub](&lt;a href=&#34;https://millsfield.sfomuseum.org/blog/tags/activitypub&#34;&gt;https://millsfield.sfomuseum.org/blog/tags/activitypub&lt;/a&gt; )), percebemos que no caso dos acervos dos museus publicados em Tainacan, cada item poderia virar um post, ou mesmo um novo perfil no Fediverso — no caso, por exemplo, de bens museais de amplo interesse.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A partir da atuação das equipes de suporte e desenvolvimento do Tainacan no Ibram, viemos adaptando o core da aplicação para o desenvolvimento de outras funcionalidades além da agregação, como o registro de eventos no site “[Visite Museus](&lt;a href=&#34;https://visite.museus.gov.br/&#34;&gt;https://visite.museus.gov.br/&lt;/a&gt; )“, e para cadastro de instituições de memória, no serviço “[MuseusBR](&lt;a href=&#34;https://cadastro.museus.gov.br/&#34;&gt;https://cadastro.museus.gov.br/&lt;/a&gt; )“. Outra iniciativa planejada é o desenvolvimento do módulo de editais que completaria, juntamente com o Tainacan, o que consideramos um pacote de aplicações úteis para instituições públicas. O aspecto mais interessante é que estas novas aplicações, desenvolvidas no âmbito do ecossistema WordPress, da mesma forma como o Tainacan, imediatamente se integram ao Fediverso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por este motivo, entendemos que o momento é propício na comunidade Tainacan para abraçarmos a conexão com o Fediverso, e efetivamente explorar como as instituições de memória podem tirar o melhor proveito da open social web.​ O objetivo é prover as instituições que promovem acesso ao conhecimento com ferramentas atualizadas para a gestão de seus públicos online. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando penso no desafio que é deslanchar um estratégia de popularização do Fediverso no Brasil, não posso deixar de pensar nas universidades como instituições melhor posicionadas para o protagonismo. Impossível não lembrar do período de mobilização para a eco-92, onde as universidades entraram em uma competição saudável em termos de diligência na instalação de seus primeiros servidores institucionais de email. Naquele momento, a internet nascia sob os auspícios da institucionalidade.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os problemas da Internet certamente tem múltiplas causas e ingredientes, mas na perspectiva do Instituto Brasileiro de Museus, apresentam os contornos de uma crise de institucionalidade. Isto porque tecnologias que realizam a mediação de relações sociais, como a Internet, de maneira intrínseca criam instituições. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um mecanismo de coordenação que possibilita a ação coletiva, com capacidade de processamento de informações para resolver problemas cada vez mais complexos, independentemente de ser apoiado ou não por tecnologia da informação, é uma instituição.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nos primórdios da Internet, houve uma corrente de ‘hackers’ que advogou a total ausência da atuação de governos no ambiente digital. Isto aconteceu com a publicação da [Declaração de Direitos do Ciberespaço](&lt;a href=&#34;https://www.nic.br/publicacao/uma-declaracao-de-independencia-do-ciberespaco/&#34;&gt;https://www.nic.br/publicacao/uma-declaracao-de-independencia-do-ciberespaco/&lt;/a&gt; ) (A Declaration of the Independence of Cyberspace). Os últimos 20 anos parecem indicar que a ausência da política pública somente favoreceu a tomada da web pelos interesses do capital especulativo, e dos monopólios transnacionais. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&amp;gt; “Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do Ciberespaço, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são bem-vindos entre nós. Vocês não têm nenhuma soberania onde nos reunimos.” (Davos, Fev / 1996)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A decisão crucial está entre a política que defende o interesse comum e deliberadamente favorece a emergência das novas institucionalidades digitais na rede, e a política cega que por inação permite que a evolução do ambiente digital ocorra de maneira aleatória, ao sabor dos interesses das grandes empresas estrangeiras de tecnologia.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Poderíamos talvez imaginar uma “Declaração por um Ciberespaço de Interesse Público”, para se contrapor à declaração do John Barlow nos anos 90.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aqui eu quero mencionar um último desdobramento dos experimentos do Ibram com o Fediverso, que surgiu como uma oportunidade muito interessante.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O grande desafio é como encaminhar a transição do ambiente centralizado, proprietário, para o ambiente descentralizado, que estabelece responsabilidades distribuídas, e estabelece um papel ampliado para as instituições que promovem acesso ao conhecimento.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nos últimos 2 anos fizemos alguns experimentos, e recentemente estivemos em contato com [Michael Foster](&lt;a href=&#34;https://newsmast.social/@michael&#34;&gt;https://newsmast.social/@michael&lt;/a&gt; ), da [NewsMast Foundation](&lt;a href=&#34;https://www.newsmastfoundation.org/&#34;&gt;https://www.newsmastfoundation.org/&lt;/a&gt; ). Trata-se de uma organização dedicada ao desenvolvimento da WebSocial, e que oferece a possibilidade de criação de apps comunitários para organizações interessadas em explorar o Fediverso. ​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O aplicativo trabalha integrado ao WordPress, e promove o engajamento com a comunidade com base em uma instância Mastodon. Ou seja, a partir da parceria com o Instituto NewsMast, o Ibram planeja impulsionar a estratégia de ocupação do Fediverso pelos museus brasileiros.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Michael Foster, idealizador do projeto, [costuma dizer](&lt;a href=&#34;https://www.blog-pat.ch/building-apps-for-social-spaces/&#34;&gt;https://www.blog-pat.ch/building-apps-for-social-spaces/&lt;/a&gt; ) que o Fediverso é um ambiente determinado pela tecnologia, onde tudo começa com um servidor, ou mesmo um protocolo. Entretanto, não é assim para as pessoas em geral, ou para as comunidades em geral. Para comunidades e pessoas, especialmente no Brasil, os espaços sociais começam com um app.​&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O app do Ibram nasce a partir do conjunto de usuários do Forum (WordPress) que desenvolveu de forma participativa o [Plano Nacional Setorial de Museus – PNSM](&lt;a href=&#34;https://forum.museus.gov.br/pnsm/inicio/&#34;&gt;https://forum.museus.gov.br/pnsm/inicio/&lt;/a&gt; ), e se acopla à instância do Fediverso ([social.museus.gov.br](&lt;a href=&#34;https://social.museus.gov.br/getting-started&#34;&gt;https://social.museus.gov.br/getting-started&lt;/a&gt; )) onde pretendemos oferecer aos museus brasileiros a oportunidade de criação de contas institucionais. Se tudo correr dentro do planejado, no início de 2026 lançaremos o app “Museus no Fediverso” nas lojas Android e Apple.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A tecnologia em rede que media grande parte de nossas vidas é uma engenharia social — o que significa que decidir como ela funciona é (ou deveria ser) uma questão política. Se quisermos ter alguma esperança de que esses espaços coletivos digitais vão resultar em um mundo que vale à pena, precisamos construir nossas políticas para Internet de acordo com princípios institucionais sólidos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Importa para os museus, por exemplo, que se houver um serviço de rede social que se disponha a abrigar instituições de memória de interesse público, que os dados da interação dos museus com seu público interessado fique também preservado, como acervo digital, e para pesquisa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Ibram entende que os museus brasileiros tem uma contribuição a dar na reflexão sobre o futuro do ambiente digital, especialmente no que se refere à questão da [memória digital](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/sobre-a-importancia-de-uma-politica-para-memoria-digital/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/sobre-a-importancia-de-uma-politica-para-memoria-digital/&lt;/a&gt; ).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Agradecendo a oportunidade, encerramos a nossa apresentação.&lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/Screenshot-2025-12-05-at-06.56.52-1024x572.png&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/Screenshot-2025-12-05-at-06.46.54-1024x572.png&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/Screenshot-2025-12-05-at-06.49.01-1024x572.png&#34;&gt; &lt;br/&gt;
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      &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nos dias atuais é comum que se aponte as mídias sociais como fonte de males diversos da sociedade moderna. São bem menos frequentes os debates sobre alternativas possíveis, especialmente no âmbito da política pública. Parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que pensar alternativas para o estado de dependência da cultura moderna em relação às plataformas de redes sociais centralizadas, dominadas por um pequeno grupo de empresários bilionários proprietários das big-techs.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;*1º WebSocialBR – Forum do Fediverso Brasileiro&lt;br/&gt;03/12 em Brasília*Por isso saudamos a realização do 1º WebSocialBR, o Fórum do Fediverso Brasileiro, que acontecerá em Brasília no dia 03/12, no auditório do MCTI. Realizado pelo Instituto Alquimídia, com apoio do Comitê Gestor da Internet e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e também do Ibram-Museus, o evento pretende jogar luz sobre o universo das redes sociais descentralizadas, conhecida também como Web Social Aberta, ou Fediverso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O evento irá apresentar experiências do governo brasileiro no âmbito do Fediverso, com exemplos como o Labjor da Unicamp, a iniciativa Uirapuru no Ibict, e também os experimentos do Ibram-Museus com a instância “social.museus.gov.br” e a Brasiliana Museus. Temos interesse em explorar o potencial das redes sociais descentralizadas no processo de transformação digital de museus brasileiros, e o Tainacan — aplicação de repositório digital em software livre (plugin WordPress) oferecida pelo Ibram — se mostra como uma ferramenta apropriada para facilitar este processo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Será importante apresentar o que já formulamos ([Fediverso: um experimento com redes sociais descentralizadas e museus](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/fediverso-um-experimento-com-redes-sociais-descentralizadas-e-museus/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/fediverso-um-experimento-com-redes-sociais-descentralizadas-e-museus/&lt;/a&gt; ), [Decolonização digital de acervos: inovação amplia o raio de ação de museus](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/decolonizacao-digital-de-acervos-inovacao-amplia-o-raio-de-acao-de-museus/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/decolonizacao-digital-de-acervos-inovacao-amplia-o-raio-de-acao-de-museus/&lt;/a&gt; )), o que estamos experimentando ([Construíndo pontes, dos museus para o Fediverso](&lt;a href=&#34;https://brasiliana.museus.gov.br/construindo-pontes-dos-museus-para-o-fediverso/&#34;&gt;https://brasiliana.museus.gov.br/construindo-pontes-dos-museus-para-o-fediverso/&lt;/a&gt; )), e algumas indicações do que pensamos para o futuro (Uma rede social para museus?). Queremos tornar possível, para museus que atraem audiências online, preservarem a memória da interação digital desse público com os itens de suas coleções, como extensão de seu acervo digital e para pesquisa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;*O “Guia de Entrada para o Fediverso” será lançado pelo Ibram por ocasião de evento, em 03/12*Como resultado desta reflexão interna do Ibram-Museus, e em apoio à realização do 1º WebSocialBR, o Fórum do Fediverso Brasileiro, na próxima semana vamos lançar o “Guia de Entrada para o Fediverso” (aqui ainda em versão demo, para comentários e sugestões). Trata-se de um livreto digital com a informação básica para todos que tenham interesse em experimentar o universo das redes sociais descentralizadas. Queremos assim, convidar você a conhecer esta alternativa à captura promovida pelas plataformas centralizadas e seus algoritmos — faça o download do Guia (será lançado na quarta-feira 03/12, dia do evento) e dê os seus primeiros passos no Fediverso. [**Inscrições aqui!**](&lt;a href=&#34;https://navajowhite-woodcock-584436.hostingersite.com/inscricoes/&#34;&gt;https://navajowhite-woodcock-584436.hostingersite.com/inscricoes/&lt;/a&gt; )&lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/Screenshot-2025-11-25-at-10.30.47.png&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/12/Screenshot-2025-12-01-at-16.11.00-1024x577.png&#34;&gt; &lt;br/&gt;
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    <updated>2025-12-01T20:58:36Z</updated>
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      &lt;br/&gt;Banda 69 (Marcelo, Murilo, Militão e Rodrigo) de saída para mais uma festa Beatles nos anos 80 — &lt;br/&gt;uma série de eventos onde tocávamos Beatles sem parar..**O** colega **Philippe Seabra**, lendário guitarrista da **Plebe Rude**, realiza o ótimo programa **Capital do Rock** na Rádio Justiça, e no início deste ano fez um programa especial com a **Banda 69**, na qual tenho orgulho de ter participado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para quem quer conhecer essa banda dos **anos 80 em Brasília**, este é o melhor review!&lt;br/&gt;E também uma ótima lembrança do período em que o **Rock Brasiliense** mobilizou uma galera em torno daquela figura marcante que é **Renato Manfredini Jr., o Russo**, para definir Brasília culturalmente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mais abaixo vai a transcrição das falas de **Philippe Seabra**, a lenda, onde ele faz uma breve apresentação da **Banda 69** no contexto das bandas de rock de Brasília nos anos 80, e sua ligação com **Renato Russo** e o **Aborto Elétrico**.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&#34;https://soundcloud.com/josemurilo/banda69-programa-capital-do-rock-com-philippe-seabra&#34;&gt;https://soundcloud.com/josemurilo/banda69-programa-capital-do-rock-com-philippe-seabra&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Fala, pessoal. Eu sou o **Philippe Seabra**, guitarrista e vocalista da **Plebe Rude**, produtor musical e de trilhas sonoras, e idealizador e curador da **Rota Brasília-Capital do Rock**. Estou aqui na **Rádio Justiça 104,7 FM** com o programa **Capital do Rock**, um passeio pelas influências nacionais e internacionais que ajudaram a inspirar o rock de Brasília a se tornar a essência fundamental do rock brasileiro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje o programa **Capital do Rock** traz uma banda de Brasília da década de 80 que começou a carreira praticamente junto com o **Aborto Elétrico**, nos corredores da **Universidade de Brasília** — a **Banda 69.** &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O nome, apesar de sugestivo, não é nada disso. Na verdade, o nome veio do ano que os Beatles terminaram, que diz muito a respeito do som que faziam. Até uma versão de Mr. Postman dos **Beatles**, intitulada “Seu Carteiro”, cantavam, com direito a toda a harmonia vocal. É mais uma demonstração de como o **punk de Brasília** era benigno: eles acompanhavam os punks nos shows na universidade, tudo na maior paz.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eles não tinham nada a ver com os punks. Talvez a coisa mais punk que tinham era o incansável baterista e força motriz da banda, Militão, que conseguia dar uma cabeçada no prato no final das viradas, e o baixista lead vocal, Marcelo, que sabe-se lá porque volta e meia tocava com a transgressora mochila nas costas. O tecladista Rodrigo Lopes, hoje um respeitadíssimo produtor de discos e vencedor de vários Grammys latinos e um Grammy americano (olha aí!), ficava doido porque eu sempre chegava para tocar no seu teclado ali montado durante shows da Arquitetura na UnB, mas com o meu “derrière” [‘traseiro’, em francês] sentado em cima dos teclados enquanto que eu solava na guitarra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Banda 69, com Papo Sério, Brasília by Night e Maria Gasolina.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Banda 69** por ocasião da **Temporada de Rock Brasiliense** no **Teatro da ABO**V**ocê está ouvindo “Capital do Rock”, apresentação: **Philippe Seabra**.**&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje o programa “**Capital do Rock**” traz o som alegre e despretensioso da **Banda Meia Nove**, uma banda de Brasília que começou tocando nos corredores da UnB, acompanhando uma também nascente Aborto Elétrico.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O contato do **Militão** com a “tchurma”, termo carinhoso que o **Renato Russo** usava para descrever os membros e adjacentes das primeiras bandas punk de Brasília, foi no primeiro semestre da **UnB**, quando fui colega do **André X**, fundador da **Plebe Rude**, nas turmas que todos os calouros compartilhavam no curso básico de humanas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A **Banda 69** estava começando e passara a acompanhar as bandas punks nos shows na universidade, apesar do som completamente oposto, mais para **Beatles** do que qualquer outra coisa. Mas a convivência era pacífica e era mais um exemplo do **punk benigno** que era o punk de Brasília.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Herbert Vianna**, uma vez, chamou a **Banda 69** de “**os Beatles de Brasília**” e, com o trabalho maravilhoso de harmonia vocal que faziam, até chegou a impressionar o **Renato Russo**, que no show de estreia da Banda 69 ficou admirado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na época em que no Brasil terminava um ciclo político pesado, ser alegre, ser irreverente, criticar com bom humor e fazer festa era uma atitude política também, atitude que não faltava na turma da Banda 69.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Banda Meia Nove com 434, Clotilde no Banho e Negação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Renato Manfredini Jr. (o Russo) em noite de segunda-feira no Teatro Galpãozinho – Feira de Música, Brasília (1981)Hoje, o programa **Capital do Rock** traz o som inconfundível da **Banda 69**, banda que nasceu praticamente junto com o Aborto Elétrico em 1980. A **Banda 69** tocou a partir de 81 na **UnB**, em memoráveis festas na Faculdade de Arquitetura, onde dividiu o palco com o **Aborto Elétrico**, a **Blitz 64 **e a **Plebe Rude**. Isso rendeu um convite para um show no Bar Universitário em Goiânia, junto com o Aborto Elétrico; que foi a primeira vez que o rock oitentista de Brasília saiu do DF.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em **1983**, a **Banda 69** participou da primeira **Temporada de Rock Brasiliense no Teatro ABO**, aquele mesmo clássico que reuniu **Legião Urbana**, **Capital Inicial**, ainda com a **Heloísa Helena** nos vocais, a **Plebe Rude** e o **XXX**, futuro **Escola de Escândalo**. Só que eles fizeram um show solo, num final de semana separado dos punks, mas com a casa completamente lotada em três sessões memoráveis.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O encontro de **Marcelo Carvalho Oliveira**, baixo e voz; **Murilo Carvalho**, guitarra e voz; **Rodrigo de Castro Lopes**, piano e sintetizador e voz; e **Militão Ricardo**, bateria e voz, aconteceu em 1980, logo após o Festival de Música do **Colégio Dom Bosco**, onde todos estudavam. A **Banda 69** chegou a uma gravadora grande através do **Léo Jaime**, que não só levou a fita demo para sua gravadora, como acabou produzindo o disco de estreia do grupo pela **gravadora CBS**, que acabou encerrando a carreira em 1986, com Marcelo e Rodrigo. Murilo saiu em 84 e o Militão em 85. Apesar de não existir mais, a **Banda 69** deixou saudade e tem seu lugar no panteão das grandes bandas do rock da Capital Federal. E olha aí, são todos amigos até hoje, coisa rara no mundo do rock and roll.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;**Banda 69**, com **O Policial e a Manifestante**, **Disputa Sobre Rodas** e **Negação**, gravado ao vivo, realizado no único show de reunião da Banda 69 com a formação original em 2013, com a participação especial de Miguel Peixe, filho do guitarrista José Murilo Carvalho, na guitarra solo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Banda 69, o reencontro, com a participação do Miguel Peixe, filho do José Murilo&lt;a href=&#34;https://www.youtube.com/watch?v=TSLJndr7C2o&#34;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=TSLJndr7C2o&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Você está ouvindo “**Capital do Rock**“, apresentação: ****Philippe Seabra****. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Lembra do filme “**Quase Famosos**“? Ao herdar os discos da irmã mais velha, o irmãozinho encontra o recado que dizia: “Acenda uma vela ao escutar **Tommy** e **The Who**, e você verá seu futuro inteiro.” É mais ou menos isso. Obrigado pela atenção e, por que não, pela audiência. Até a semana que vem, onde continuarei a mostrar as músicas que ajudaram a inspirar o rock de Brasília a se tornar o alicerce fundamental do rock brasileiro.&lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/05/Banda69_congresso-1024x683.jpg&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/05/IMG_5335-1024x768.jpg&#34;&gt; &lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/05/image-1.png&#34;&gt; &lt;br/&gt;
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      <title type="html">&amp;gt; *Tradução livre do post: &amp;gt; [&amp;gt; The Social Network ...</title>
    
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      &amp;gt; *Tradução livre do post: &amp;gt; [&amp;gt; The Social Network That Can’t Sell Out: Understanding Mastodon vs. Bluesky](&lt;a href=&#34;https://phillipjreese.com/the-social-network-that-cant-sell-out-understanding-mastodon-vs-bluesky/&#34;&gt;https://phillipjreese.com/the-social-network-that-cant-sell-out-understanding-mastodon-vs-bluesky/&lt;/a&gt; )&amp;gt; , por &amp;gt; [&amp;gt; Phillip Reese](&lt;a href=&#34;https://phillipjreese.com/&#34;&gt;https://phillipjreese.com/&lt;/a&gt; )&amp;gt; .*&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nos últimos anos, todos aqueles que se acostumaram a utilizar redes sociais vem sofrendo com a queda de qualidade dos conhecidos serviços comerciais. Podemos indicar que, repetidas vezes, as decisões das corporações sobre o funcionamento destes ambientes digitais são determinadas pelo aumento do lucro das empresas. Por outro lado, a rede social que em algum momento logrou demonstrar o potencial da ideia da praça pública digital — o X-Twitter — foi adquirida por um bilionário que utiliza a ferramenta para difundir posições autoritárias. Para bons observadores, está claro que é necessário buscar alternativas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A boa notícia é que já existem alternativas, em um ambiente denominado “Fediverso”: uma rede de plataformas sociais descentralizadas que são, em grande medida, construídas e geridas por seus participantes. Neste ambiente muitas coisas estão acontecendo em termos de inovação, pois a crise das redes sociais corporativas teve consequências em todo o mundo, e muitos profissionais que trabalham com tecnologia web já migraram e são entusiastas do Fediverso. Podemos dizer que em alguns países, especialmente na Europa, temos iniciativas sendo alavancadas em governos e universidades. Aqui no Brasil ainda estamos começando, mas o momento é excelente para conhecer e aprender sobre este novo ambiente digital, que pode ser verdadeiramente público.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Mastodon, ao ser desenvolvido em uma organização constituída como sem fins lucrativos, e ser gerido por comunidades independentes — tornou-se essencialmente blindado ao risco de cair no padrão familiar de “enshittification” das mídias sociais, onde as plataformas gradualmente pioram à medida que buscam lucros. O Bluesky, apesar de sua tecnologia inovadora e das boas intenções, é construído sobre a mesma base apoiada por capital de risco que levou tantas plataformas promissoras a eventualmente priorizar os acionistas sobre os usuários. Essa diferença estrutural não é apenas um detalhe técnico, é a chave para entender por que o Mastodon — apesar de ser um pouco mais desafiador para começar — representa nossa melhor chance de construir uma verdadeira “praça pública” na internet que beneficie a todos.#### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O poder da verdadeira descentralizaçãoEm 2025, pode parecer estranho imaginar serviços que não são movidos pelo lucro. Mas desde o início da internet, milhões de pessoas têm construído as tecnologias que alimentam sua vida digital não por dinheiro, mas pelo amor à criação. O Linux, sistema operacional de código aberto que executa a maioria dos servidores (incluindo o deste site), é um exemplo perfeito. As primeiras redes sociais como LiveJournal e Friendster eram projetos de paixão, não centros de lucro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esse mesmo espírito impulsiona o [Mastodon e o Fediverso](&lt;a href=&#34;https://phillipjreese.com/so-youre-curious-about-mastodon-and-the-fediverse/&#34;&gt;https://phillipjreese.com/so-youre-curious-about-mastodon-and-the-fediverse/&lt;/a&gt; ). Pense nesse arranjo como algo parecido com o e-mail: servidores independentes se comunicando por meio de protocolos compartilhados, dando aos usuários controle total sobre seus dados e interações. Descentralizado e não comercial.#### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mastodon vs. Bluesky: a história de dois futurosFundado em 2016, o [Mastodon](&lt;a href=&#34;https://joinmastodon.org/&#34;&gt;https://joinmastodon.org/&lt;/a&gt; ) representa totalmente esse ethos do trabalho por amor à causa. Qualquer pessoa pode configurar seu próprio servidor Mastodon (chamado de ‘instância’), convidar pessoas para configurar perfis nessas instâncias (como caixas de e-mail em um domínio), e esses servidores podem se comunicar entre si, como e-mails de diferentes domínios se comunicando entre si. Cada instância é como uma pequena comunidade com suas próprias regras e cultura, mas os usuários ainda podem seguir e interagir com pessoas em outras instâncias, assim como você pode enviar e-mails para pessoas que usam provedores diferentes. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Essa estrutura é mantida por uma organização sem fins lucrativos alemã que desenvolve o software principal, mas–crucialmente–não controla a rede em si. Pense nisso como um jardim comunitário em vez de uma fazenda corporativa: enquanto os canteiros individuais do jardim (instâncias) são cuidados por seus próprios jardineiros com suas próprias regras, todos estão usando as mesmas ferramentas básicas e podem compartilhar uns com os outros. Essa abordagem orientada pela comunidade significa que nenhuma entidade única pode fazer mudanças abrangentes que afetem todos os outros. E se os usuários não gostarem de como sua instância está sendo gerida, eles podem simplesmente mudar para outra, ou começar a sua própria.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O [Bluesky](&lt;a href=&#34;https://bsky.app/&#34;&gt;https://bsky.app/&lt;/a&gt; ) surgiu em 2019 como um projeto iniciado pelo então CEO do Twitter, Jack Dorsey, que imaginou criar um novo padrão para as mídias sociais. Embora compartilhe algumas aspirações utópicas abertas com o Mastodon, o Bluesky adota uma abordagem diferente. Ele opera por meio do Protocolo de Transferência Autenticada (AT Protocol), que usa Servidores de Dados Pessoais para armazenar informações do usuário e permite que os usuários se movam entre provedores, semelhante a como você pode trocar de operadora de celular mantendo seu número de telefone. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A plataforma é intencionalmente construída para parecer familiar aos usuários do Twitter, desde sua interface até seu feed algorítmico ‘O que está em alta’. Embora o Protocolo AT seja oferecido gratuitamente e de código aberto para desenvolvedores, o Bluesky em si é uma startup centralizada apoiada por capital de risco, seguindo o modelo tradicional do Vale do Silício que produziu Facebook, Twitter e Instagram. Isso significa que há um único lugar para se inscrever no Bluesky, assim como no Twitter ou Facebook. No entanto, isso também significa que, apesar de suas boas intenções, o Bluesky eventualmente enfrentará as mesmas pressões que levaram outras plataformas sociais a priorizar o engajamento e a monetização sobre a experiência do usuário – os mesmos problemas que levaram muitos usuários a buscar alternativas em primeiro lugar.#### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A verdadeira diferença: algoritmos vs. agênciaVamos ser honestos: [começar com o Mastodon exige mais esforço](&lt;a href=&#34;https://phillipjreese.com/get-out-of-the-prison-how-to-join-mastodon-and-friendica-starting-your-journey-on-the-fediverse/&#34;&gt;https://phillipjreese.com/get-out-of-the-prison-how-to-join-mastodon-and-friendica-starting-your-journey-on-the-fediverse/&lt;/a&gt; ). Você precisa escolher uma instância (embora o [mastodon.social](&lt;a href=&#34;https://mastodon.social/explore&#34;&gt;https://mastodon.social/explore&lt;/a&gt; ) agora ofereça inscrição mais fácil), entender novos conceitos como linhas do tempo federadas e possivelmente [configurar um aplicativo móvel](&lt;a href=&#34;https://phillipjreese.com/fediverse-going-mobile/&#34;&gt;https://phillipjreese.com/fediverse-going-mobile/&lt;/a&gt; ). Mas essa complexidade não é um defeito, é uma característica — e é um resultado direto de colocar o verdadeiro poder nas mãos dos usuários. Uma vez que você entenda esses conceitos básicos, o que geralmente leva apenas alguns dias de uso regular, você encontrará algo notável: uma experiência de mídia social que você pode realmente controlar, livre da manipulação de algoritmos de engajamento e conteúdo patrocinado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Imediatamente após configurar o Bluesky e seguir as poucas pessoas que conhecia, meu feed “Descobrir” estava cheio de homens meio nus. Não que eu me importe com homens meio nus, mas não preciso de ajuda para descobrir fotos de homens meio nus. Estou em uma rede social para me conectar com pessoas sobre coisas que temos em comum e coisas que nos interessam. Não para pornografia. Mas isso é o que meus amigos estavam clicando em “curtir” no Bluesky, então o algoritmo pensou que era isso que eu clicaria em “curtir”. Assim, o isolamento começa imediatamente no Bluesky, assim como em todas as redes comerciais. Ao contrário do feed algorítmico “Descobrir” do Bluesky, o Mastodon permite que os usuários controlem o que veem por meio de linhas do tempo locais e federadas. Não há algoritmo tentando construir um perfil psicográfico com base em pesos e regras e entregando conteúdo “envolvente” (ou seja, lucrativo), apenas conexões genuínas e descobertas.#### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por que a estrutura importaA estrutura do Mastodon como uma fundação sem fins lucrativos não é apenas uma tecnicalidade legal, é um escudo contra as forças que normalmente degradam as plataformas sociais online. O software é financiado por doações da comunidade e subsídios, o que significa que responde diretamente aos seus usuários em vez de acionistas ou anunciantes. Lembra quando o Facebook fingiu fazer isso por três anos e alguns meses? Este é o verdadeiro negócio. Cada instância independente pode definir seu próprio modelo de financiamento, seja por meio de doações de usuários, apoio institucional ou assinaturas comunitárias, mas, crucialmente, não há autoridade central que possa forçar as instâncias a implementar anúncios ou mudanças de algoritmo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Este modelo de financiamento distribuído pode parecer menos ‘eficiente’ do que o capital de risco, mas esse é exatamente o ponto: ele impede que qualquer entidade única ganhe poder suficiente para substituir os interesses dos usuários em busca de lucro. Em contraste, a estrutura apoiada por capital de risco do Bluesky segue um padrão familiar e preocupante. Embora atualmente seja gratuito e experimental, a história nos mostrou o que acontece quando o capital de risco encontra as mídias sociais. A mesma história se repetiu várias vezes: uma plataforma é lançada com promessas ousadas sobre o empoderamento do usuário, ganha investimento maciço e inicialmente foca no crescimento e na experiência do usuário. Mas, eventualmente, esses investidores esperam retornos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Primeiro vêm os feeds algorítmicos para aumentar o engajamento, depois a publicidade direcionada, depois a coleta e monetização de dados cada vez mais agressivas. Vimos essa transformação acontecer com o Facebook, Instagram, Twitter e inúmeros outros. O protocolo técnico do Bluesky pode ser descentralizado, mas sua estrutura corporativa contém as mesmas sementes de “enshitificação” que já arruinaram muitos serviços e plataformas promissores.#### &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O caminho adianteEnquanto aprecio que o Bluesky tenha apresentado a muitas pessoas o conceito de mídia social descentralizada, ele não resolve os problemas estruturais que afligem as redes comerciais. É uma interface mais amigável sobre o mesmo sistema orientado para o lucro que nos deu a enshittificação do feed de notícias, a podridão algorítmica e o capitalismo de vigilância. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O futuro das mídias sociais reside na verdadeira propriedade comunitária. Ao escolher o Mastodon, não estamos apenas escolhendo uma alternativa ao Twitter, estamos apoiando uma visão fundamentalmente diferente do que as mídias sociais podem ser. O futuro das mídias sociais depende de nós. Ao escolher plataformas como o Mastodon, defendemos a tecnologia orientada pela comunidade em vez da manipulação orientada pelo lucro. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vamos construir juntos uma melhor praça digital — [junte-se ao Fediverso hoje](&lt;a href=&#34;https://alquimidia.org/fediverso/&#34;&gt;https://alquimidia.org/fediverso/&lt;/a&gt; )!&lt;br/&gt; &lt;img src=&#34;https://josemurilo.com/wp-content/uploads/2025/04/image.png&#34;&gt; &lt;br/&gt;
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