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  <title>Nostr notes by Jeff</title>
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    <name>Jeff</name>
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    <updated>2026-02-24T10:47:54Z</updated>
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      Bitcoin Network &lt;video controls width=&#34;100%&#34; class=&#34;max-h-[90vh] bg-neutral-300 dark:bg-zinc-700&#34;&gt;&lt;source src=&#34;https://video.nostr.build/2eb26dff7bbb466e851df35825409918000d95c89d3f6293606514850707a8cf.mp4&#34;&gt;&lt;/video&gt;
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    <updated>2026-02-17T23:35:30Z</updated>
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      &lt;br/&gt;&lt;a href=&#34;https://www.satsfaca.com/produtos/pre-venda-guia-proibido-do-bitcoin/&#34;&gt;https://www.satsfaca.com/produtos/pre-venda-guia-proibido-do-bitcoin/&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;GUIA PROIBIDO DO BITCOIN — PEÇA JÁ O SEU 🔥&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O mundo que você conhece está prestes a ser questionado. O dinheiro que você segura, a liberdade que acredita possuir, a soberania que pensa ter — tudo isso é uma ilusão, cuidadosamente arquitetada por sistemas que acorrentam você.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Você está preso. O Bitcoin é a chave.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Retirada grátis na SATSCONF 📚&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;GARANTA JÁ O SEU 🚀&lt;br/&gt;
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    <updated>2025-10-31T20:44:08Z</updated>
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      &lt;video controls width=&#34;100%&#34; class=&#34;max-h-[90vh] bg-neutral-300 dark:bg-zinc-700&#34;&gt;&lt;source src=&#34;https://video.nostr.build/08f2064d11f20ab350fa79b721a4e667ad1db92b8f2e040c6f815cee6371279c.mp4&#34;&gt;&lt;/video&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O WHITEPAPER DO BITCOIN COMPLETA 17 ANOS &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;💡 Em 31 de outubro de 2008, em meio à crise financeira global, Satoshi Nakamoto enviou um e-mail com um anexo de apenas nove páginas. Nele estava o whitepaper do Bitcoin — uma proposta simples, mas revolucionária: criar um dinheiro digital que funcionasse sem bancos, governos ou intermediários.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;🎃 A data não é coincidência. No mesmo dia, cinco séculos antes, Martinho Lutero deu início à Reforma Protestante ao desafiar o poder religioso de Roma. Assim como Lutero descentralizou a fé, Satoshi descentralizou o valor. Em vez de fé, trouxe verificabilidade; em vez de autoridade, trouxe código.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;🔗 Hoje o whitepaper completa 17 anos. Ele continua lembrando que a verdadeira revolução não é política, é matemática. E que toda Reforma começa com um ato de coragem — e um documento que o poder não pode apagar.
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    <updated>2025-10-31T11:58:28Z</updated>
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      <title type="html">CHEGA DE PROMESSAS ...</title>
    
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    <content type="html">
      CHEGA DE PROMESSAS  &lt;img src=&#34;https://image.nostr.build/1c52b578e296bed03deeae923116bcc05ed8e0869a91a70d4719ea2d83727511.jpg&#34;&gt;   &lt;img src=&#34;https://image.nostr.build/1c52b578e296bed03deeae923116bcc05ed8e0869a91a70d4719ea2d83727511.jpg&#34;&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A maior falácia que sustenta o sistema financeiro moderno é a crença de que o dinheiro no banco é seu. A cada extrato, você se ilude com números que parecem sólidos, mas que na realidade não passam de promessas frágeis. Seu “saldo” não é dinheiro, é um crédito. Uma anotação contábil que depende da boa vontade do banco, da solvência do governo e da estabilidade de um castelo de cartas. Você não possui o que está escrito ali — possui apenas a expectativa de que, ao pedir, alguém lhe entregue algo equivalente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas esse algo também não é dinheiro. O papel que circula, as cédulas e dígitos, são apenas símbolos de confiança forçada. Desde que o lastro em ouro foi abandonado, o que chamamos de moeda é decreto estatal: vale porque o governo manda, não porque represente algo real. É o equivalente a jogar poker com fichas que não podem ser trocadas por nada além de mais fichas. Chamamos isso de “economia moderna”, mas é um teatro: crédito travestido de riqueza, dívida disfarçada de ativo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O problema não para aí. O dinheiro no banco não está lá. Os bancos não guardam o que você deposita, eles emprestam, multiplicam, alavancam. A engenharia financeira permite que para cada real depositado, vários sejam criados do nada e lançados ao mercado como se existissem. O sistema funciona porque poucos pedem tudo de volta ao mesmo tempo. Se um número relevante de pessoas exigir saque, a mágica se desfaz. É o segredo sujo da chamada “reserva fracionária”: uma confiança coletiva que, quando quebrada, revela o vazio.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Essa arquitetura se sustenta pela ignorância e pela conveniência. A maioria prefere acreditar que está segura, que os dígitos são reais, que sempre haverá caixa eletrônico para socorrer. É confortável viver na ilusão de liquidez infinita. Mas basta uma crise, uma corrida bancária, um decreto de controle de capitais, e a cortina cai. O que era seu nunca foi seu. Era só um papel dizendo que um dia poderia ser.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Bitcoin surge nesse cenário como uma ruptura. Não é promessa, não é crédito, não é uma dívida na contabilidade de terceiros. É propriedade direta. É o primeiro ativo digital que pode ser possuído sem intermediários, sem bancos, sem a necessidade de confiar em governos. No lugar da fé cega em instituições, temos a prova matemática da escassez, a transparência do código, a segurança da rede distribuída. Não há “saldo” no sentido tradicional, há chaves criptográficas que dão acesso ao que é realmente seu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que está no banco não é seu, não é dinheiro, não está lá. O que está em Bitcoin, sob sua própria custódia, ninguém pode confiscar, inflacionar ou diluir. É a diferença entre viver de promessas e viver de propriedade. Entre ser refém de uma ilusão e ser soberano do seu tempo e energia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
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    <updated>2025-09-19T10:29:40Z</updated>
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      <title type="html">BIS E CERCOS REGULATÓRIOS Quando Satoshi Nakamoto publicou o ...</title>
    
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    <content type="html">
      BIS E CERCOS REGULATÓRIOS&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando Satoshi Nakamoto publicou o whitepaper do Bitcoin em 2008, não foi apenas uma resposta a uma falha técnica no sistema financeiro global. Foi, sobretudo, uma declaração de independência. A ideia de um dinheiro sem intermediários, resistente à censura e acessível a qualquer um com conexão à internet representava um ataque frontal ao monopólio histórico dos bancos centrais sobre a moeda. O que parecia, à época, uma curiosidade acadêmica ou uma inovação de nicho, tornou-se rapidamente um experimento de liberdade que se espalhou pelos quatro cantos do mundo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quase duas décadas depois, o Bitcoin não é mais apenas uma promessa — é uma realidade que pressiona governos, bancos e instituições multilaterais a reagirem. O discurso oficial insiste que o objetivo é “proteger” os consumidores, “prevenir” crimes financeiros e “garantir” estabilidade. Mas a retórica da proteção serve, na prática, como cortina de fumaça para um projeto de domesticação: trazer o Bitcoin de volta para dentro dos muros do sistema que ele nasceu para questionar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Instituições como o Banco de Compensações Internacionais (BIS), autoproclamado guardião da estabilidade global, têm se empenhado em desenhar mecanismos que restrinjam a autonomia dos usuários e transformem a rede descentralizada em mais uma engrenagem do controle centralizado. O argumento é sempre o mesmo: combater lavagem de dinheiro, terrorismo e crimes digitais. Mas a pergunta central permanece: será que a verdadeira motivação é a segurança — ou a preservação de um poder que se vê, pela primeira vez em um século, seriamente ameaçado?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A Série Cercos Regulatórios explora as propostas de leis mais recentes que visam cercear o Bitcoin e outras criptomoedas, desafiando o princípio da liberdade financeira. Ao longo desta série, discutiremos as falácias por trás dessas abordagens, analisando como o discurso de &amp;#34;combate ao crime&amp;#34; é usado para justificar o ataque a soberania de indivíduos sobre seu próprio dinheiro. Através de uma análise detalhada de documentos, decisões políticas e estudos de caso, questionaremos se essas medidas são realmente necessárias ou se representam uma ameaça à liberdade financeira e à privacidade dos indivíduos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para entender a lógica dos cercos regulatórios atuais, é preciso olhar para a própria história do BIS. Criado em 1930, em plena turbulência entre as guerras, o Banco de Compensações Internacionais nasceu como um mecanismo para administrar pagamentos de reparações da Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Pouco tempo depois, tornou-se um espaço de cooperação entre bancos centrais, servindo de fórum de coordenação para políticas monetárias.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com sede em Basileia, na Suíça — e protegido por um estatuto jurídico que o coloca fora do alcance da maior parte das legislações nacionais — o BIS ganhou o apelido de “banco central dos bancos centrais”. Sua existência discreta, mas poderosa, moldou o século XX: dele saíram diretrizes sobre como coordenar taxas de juros, como responder a crises cambiais e como administrar os fluxos internacionais de capital.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É justamente dessa posição de árbitro global que o BIS olha para o Bitcoin. Uma moeda que não pode ser inflacionada, que não precisa de banco para circular e que escapa aos mecanismos de crédito baseados em dívida é, para o BIS, não apenas uma inovação tecnológica, mas uma ameaça existencial. O Bitcoin desmonta a lógica de dependência que os bancos centrais cultivaram durante décadas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O instrumento mais recente desse embate é a ideia do auto-KYC, proposta por economistas do BIS. Tradicionalmente, as regras de AML (anti-money laundering) e KYC (know your customer) recaíam sobre intermediários — bancos, corretoras, exchanges. Mas o BIS sugere ir além: trazer o controle para dentro das carteiras individuais, de modo que cada usuário, ao movimentar suas moedas, precise provar que elas estão “limpas”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Essa “limpeza” seria medida por meio de uma pontuação de conformidade: um registro baseado no histórico das transações daquela moeda. Se ela passou por carteiras verificadas, ganha pontos. Se passou por carteiras não custodiadas, perde. A consequência é imediata: moedas consideradas “sujas” ficariam isoladas, difíceis de vender ou transferir em mercados regulados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na prática, o que se apresenta como mecanismo de combate ao crime é a instalação de uma cultura de autopoliciamento. O usuário se transforma em guardião de si mesmo, obrigado a verificar não apenas suas ações, mas também a origem de cada satoshi que carrega. O que era para ser um sistema trustless — onde confiança não é exigida, pois o protocolo garante a validade — passa a ser um sistema de suspeita permanente, onde cada transação é acompanhada de um julgamento moral travestido de compliance.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A ironia é que o próprio design do Bitcoin, tão criticado, já fornece às autoridades uma transparência inédita. Cada transação fica registrada em um blockchain público e imutável, disponível para qualquer um examinar. Ao contrário das movimentações bancárias tradicionais, que permanecem opacas e protegidas por sigilo institucional, o Bitcoin é audível em tempo real.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ainda assim, reguladores insistem que a rede precisa de camadas adicionais de vigilância. É como se a transparência radical, em vez de ser usada como instrumento legítimo de investigação, fosse vista como uma oportunidade de criar métricas de controle social. A pontuação de risco proposta pelo BIS transforma um recurso técnico neutro — o registro público — em ferramenta de poder, capaz de selecionar quem pode ou não participar do mercado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Essa inversão revela o ponto central: o problema para o BIS não é a criminalidade, mas a autonomia. Não é que o Bitcoin seja perigoso porque facilita crimes; é perigoso porque remove o privilégio exclusivo que bancos centrais sempre tiveram de decidir quem pode transacionar e em quais condições.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Imaginemos o caso de uma trabalhadora migrante que envia remessas em Bitcoin para sua família em um país com sistema bancário precário. Hoje, ela pode fazê-lo sem intermediários, pagando taxas mínimas e recebendo em minutos. Se o modelo de auto-KYC do BIS fosse adotado, cada satoshi que ela recebe precisaria ser “certificado”. Caso sua moeda viesse de uma carteira não aprovada, poderia ser rejeitada por um serviço local, mesmo sem nenhum envolvimento em atividade ilícita.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O mesmo valeria para desenvolvedores independentes que criam softwares de carteira. Em vez de focar em segurança e privacidade, precisariam programar sistemas de conformidade que reportassem transações suspeitas. Pequenos empreendedores seriam expulsos do mercado, restando apenas grandes empresas alinhadas às exigências regulatórias. O ecossistema perderia diversidade e inovação, ficando cada vez mais parecido com o setor bancário que o Bitcoin nasceu para superar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estudos independentes já demonstraram que a porcentagem de transações ilícitas envolvendo Bitcoin é mínima — muito menor do que os volumes movimentados em dólar, euro ou outras moedas fiduciárias. Os maiores escândalos de lavagem de dinheiro da última década envolveram bancos tradicionais, e não blockchains descentralizados. Casos como o do HSBC, flagrado facilitando movimentações de cartéis de drogas, ou o Danske Bank, que lavou bilhões de dólares da Rússia, ilustram que o problema está no sistema financeiro convencional, não nas criptomoedas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A insistência em vincular Bitcoin a crimes é, portanto, uma estratégia discursiva. Ao pintar a moeda descentralizada como ferramenta de ilícitos, autoridades conseguem justificar medidas que, em condições normais, seriam vistas como abusivas. É a mesma lógica usada em períodos de crise: apresentar um inimigo invisível para expandir os mecanismos de vigilância.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que está em jogo não é apenas uma disputa técnica, mas uma batalha política. O BIS e instituições similares não aceitam perder o monopólio sobre a definição do que é dinheiro. O auto-KYC é apenas uma das faces de um cerco regulatório mais amplo: restrições a stablecoins, imposição de impostos excessivos, criminalização de mixers e até tentativas de banir carteiras privadas em certas jurisdições.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A estratégia é clara: sufocar a liberdade aos poucos, até que o Bitcoin, mesmo que ainda exista, esteja tão preso a regras que se torne indistinguível de uma moeda fiduciária digitalizada. Esse processo se intensifica justamente no momento em que bancos centrais correm para lançar suas próprias moedas digitais (CBDCs), instrumentos que oferecem controle absoluto sobre cada gasto do cidadão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A batalha que se desenha não é contra a lavagem de dinheiro nem contra o terrorismo. É contra a possibilidade de que indivíduos recuperem soberania sobre seu próprio dinheiro. O BIS, ao propor que usuários se policiem em nome da conformidade, tenta inverter o espírito do Bitcoin, convertendo uma ferramenta de emancipação em mais uma engrenagem de vigilância global.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Resistir a essas propostas significa preservar a essência da moeda de Satoshi: a liberdade de transacionar sem pedir permissão, a descentralização como garantia contra abusos e a privacidade como condição para a verdadeira soberania. O futuro da liberdade financeira não será definido em relatórios de Basileia, mas na disposição dos indivíduos de defenderem um sistema que nasceu, justamente, para escapar ao controle dos bancos centrais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;
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